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08 abril 2009

O Pontão dos Rastas

Vista aérea do Pontào num dia clássico.

Numa noite gelada no início do século XVIII, um navio de piratas carregado com escravos jamaicanos roubados de um galeão Inglês, naufragou quando bateu no recife conhecido por Laje do Maluco. Os Piratas, na ânsia de salvar a sua carga, tiveram que libertá-la. E assim, nessa manobra arriscada, os que não desapareceram no mar, perderam a vida nas mãos de seus prisioneiros. Os escravos, levados pela corrente de sul, foram parar numa praia de ondas enormes e violentas. Acabaram estabelecendo-se ali, devido à beleza do lugar e por se sentirem protegidos pelas grutas daquela enorme ponta de mato e rocha. Seus descendentes estão lá até hoje e criaram um reduto da excêntrica culinária Jamaicana. Três séculos de dominação inglesa na Jamaica, asseguraram o sabor dos bolos de frutas, das carnes estufadas de carneiros e das geléias de pimenta e gengibre. Os indianos, contratados pelos ingleses, para trabalhar nas novas culturas (Jamaica) embarcaram com a magia da mistura de várias especiarias. Assim vocês podem ter uma idéia do que rola por lá hoje em dia; um reduto de rastafaris especialistas em culinária jamaicana. Este é um pequeno resumo da história do“Pontão dos Rastas”, como passou a ser conhecida pela galera, esta linda baía no sul de Wavetoon. Quando a ondulação está de sul e vento vira para nordeste, pode ir para o Pontão que estará clássico, sem chance de errar. Se você tiver coragem de saltar na guilhotina, vai surfar esquerdas e direitas tubulares, perfeitas e pesadas. Depois de passar por essa experiência, nada melhor que comer um carneiro ao curry no restaurante do meu amigo Hailé, que apesar de vegetariano proporciona estas surpresas para os amigos. Após o banquete, é relaxar e dar boas gargalhadas degustando suas ervas aromáticas com os pés sobre a mesa.

Momento de descontração no restaurante do Hailé (sentado no guarda-corpo)

O Hailé, me abriu a receita do famoso Carneiro ao Curry e convida-os a frequentar o lugar. Manjar dos deuses!!! Vale a pena conferir.
Segue aí o presente do Hailé!!!
Ingredientes
- 500 gr de carneiro em cubos médios
- 3 colher(es) (sopa) de óleo de soja
- 1 unidade(s) de cebola picada(s)
- 1 dente(s) de alho picado(s)
- 2 colher(es) (chá) de gengibre picado(s)
- 2 colher(es) (chá) de curry em pó
- 1 colher(es) (sopa) de pimenta dedo-de-moça picada(s), sem semente(s)
- 2 unidade(s) de cardamomo
- 2 colher(es) (sopa) de côco ralado(s)
- 1 xícara(s) (chá) de extrato de tomates
- 2 xícara(s) (chá) de água
- 1 colher(es) (sopa) de coentro picado(s)
- quanto baste de sal
Preparação: Aqueça uma panela de pressão e acrescente o óleo. Sele o carneiro e reserve. Refogue a cebola na mesma panela. Quando estiver ligeiramente dourada acrescente o alho, o gengibre, a pimenta, o côco ralado e mexa bem. Volte a carne para a panela, acrescente o extrato de tomate, o curry, o cardamomo e a água. Tempere com um pouco de sal, feche a panela e deixe cozinhar por 45 minutos. Sirva acompanhado de arroz jasmim ou arroz branco.- Se você não tiver uma panela de pressão você deve cozinhar em fogo baixo por 3 horas, acrescentando água se necessário.

28 janeiro 2009

A Falésia do Graal

Quem se aproxima, por ar, por terra, ou por mar da falésia do Graal, não consegue ficar indiferente ao ruído e a beleza do lugar. É uma cena de tirar o fôlego! Sobre ela, deságua o Rio Da Busca em várias cachoeiras que despencam sobre o oceano. É um espetáculo único na terra, e um surf spot jamais visto. Além de coragem para surfar por lá, tem que conhecer bem o lugar. As ondas, quando em condições ideais, são extremamente perfeitas, mas exigem atenção máxima. A colocação é fundamental, pois há seções em que o surfista terá que passar entre a parede da onda e as quedas da água. Um erro pode fazer a diversão virar pesadelo. Fica ao norte de Wavetoon numa região de falésias. Uma delas, corroída por séculos de erosão, transformou-se na forma de um enorme cálice, batizado de Graal não se sabe por quem. A melhor maneira de chegar lá é de barco. Quem for de carro, terá inevitavelmente, que se atirar da falésia se quiser pegar as ondas. É um verdadeiro rito de passagem que muitos não conseguem realizar. Mas quem saltar de lá num dia clássico, e pegar aquelas ondas,...bem... nunca mais será a mesma pessoa.

21 janeiro 2009

A Laje Waiitoma

A laje Waiitoma é um point break na saída sul de Wavetoon. Como a entrada para a praia fica escondida por um mato bem denso, não é possível visualizá-la da estrada, e assim fica difícil perceber que existe alguma coisa ali além de mar aberto. Quando Waiitoma está funcionando, quebram direitas e esquerdas perfeitas, com várias seções que permitem um variado repertório de manobras, ou simplesmente deslizar até as pernas tremerem. O rochedo da beira da praia tem uma forma bem sugestiva de mão que dá o seu recado imediatamente aos que chegam lá pela primeira vez. Cuidado, a praia é freqüentada por umas figuras nada amistosas que se dizem locais, e que se auto-intitulam os Bigorna brother’s.

07 janeiro 2009

El Faro.

El Faro é um point break onde quebram direitas perfeitas em uma grande baía na saída de um rio. O local fica ideal com ondulações de até dois metros e meio de leste, sempre com um canal funcionando, a partir daí começa a fechar. É lá que fica o farol de Wavetoon que guia os navegantes para a entrada do porto da cidade e a famosa “Cantina El Faro” do folclórico Don Vito Casca Grossa. Lugar não menos folclórico que seu dono, a cantina é ponto de encontro e confraternização da galera sempre que as direitas estão quebrando. Este point break faz parte da história do surf em Wavetoon. Foi lá que a cultura surf se consolidou na nossa ilha durante os anos 50 e 60. Quase tudo que era moderno na época vinha desta linda ponta de areia e rocha ao norte do centro da cidade. El Faro era o padrão de onda ideal para os equipamentos daquela época, normalmente não era grande, mas era lisa, longa e muito consistente, sendo assim era o teste perfeito para novos designs e manobras. Enquanto isso, um novo estilo de vida estava sendo inventado na praia, e era lá que a cena em Wavetoon acontecia. Lendas como Tuco, Don Vito, Lobo e os pioneiros, descobriram e habitavam esta onda, que foi surfada pela primeira vez em 1959 por Tuco, Lobo e Vito. Eles acharam que tinham encontrado a onda ideal. Após o surgimento revolucionário das pranchas pequenas nos anos 70, El Faro começou a parecer fora de moda, e os caras começaram a buscar ondas mais radicais. O retorno dos longboard’s nos anos 80 e 90, fez com que o lugar voltasse a ser cultuado e se transformasse novamente num ponto de referência para os surfistas.
El Faro continua lá ainda hoje, quase 50 anos após o seu auge. As ondas continuam chegando. E mesmo que surfá-las não seja mais transpor um grande desafio, ele ainda faz um monte de caras felizes.

10 dezembro 2008

A Praia dos Amores

a pequena baía ao amanhecer
Depois do canto norte da Praia Grande, existe uma pequena baía ainda praticamente virgem, que levou muitos habitantes de Wavetoon, a perderam lá a sua virgindade. Eu explico. Dizem os especialistas, que o solo da Praia dos Amores libera um gás afrodisíaco, pela tardinha e ao amanhecer. Quem estiver por lá nesses horários, com certeza ficará embriagado pelo lugar, pelas ondas e pelas pessoas que estiverem ao seu lado. Por isso, sempre vou sozinho ou com alguma amiga e não recomendo ir nesse horário numa barca com a galera. O pessoal vai começar a se estranhar. Talvez tenha sido estes fenômenos que levaram o maluco do Frank, único morador do lugar, a se aprofundar na ciência espiritual e mística do Tantra. Ta certo ele. Mas além de tudo isso, e de toda a sua beleza, lá rola um surf de muita qualidade. Se vocês olharem para o meio da baía, vão ver uma direita tubular de sonho. Vem solitária, lá de trás do canto esquerdo, até sua última seção, que passa pelo rochedo em forma de cone no meio da praia. Vale conferir e bem acompanhado!

12 novembro 2008

Mustang's

Kadu brincando com o perigo


No meio da segunda guerra, um caça norte-americano modelo P-51 Mustang, teve problemas no motor quando sobrevoava Wavetoon. O piloto conseguiu corrigir o avião e foi planando sobre o oceano para o que seria um pouso perfeito sobre a água. Quando tocou a superfície do mar o avião explodiu. Poucos centímetros abaixo da linha da água havia um recife, que depois desse dia passou a ser chamado de Mustang. Lugar perigoso, cercado de correntes e habitado por tubarões, o recife de Mustang tem uma longa história de tragédias. Desde o século 17 embarcações tem sido vítimas desta laje traiçoeira e dizem que nas proximidades do recife, existe um verdadeiro cemitério de navios, pessoas e tesouros. Lobo e Tuco, foram os primeiros caras que tentaram chegar lá remando. Queriam surfar os picos enormes e perfeitos que quebram sobre ele, quando o swell está de sul. Lobo acabou pagando pela aventura com a própria vida. Nos anos oitenta, Lambari ainda garoto, freqüentava o lugar sozinho e começou a passar por mentiroso quando contava o que tinha ido fazer em Mustang’s. Depois, calou-se e passou anos sem tocar no assunto. Continuou freqüentando o local e desfrutando daquilo tudo só. Um dia, foi descoberto por um amigo do seu pai que sobrevoava o local e reconheceu seu bote. O cara era repórter da Gazeta de Wavetoon e impressionado com o que viu, fez uma matéria sobre o garoto e o lugar. Depois disso, Lambari passou a ser respeitado e o lugar tornou-se um dos mais cobiçados locais de surf em Wavetoon. Quebra com swell de sul e qualquer vento do quadrante norte, mas fica de sonho quando tem só uma brisa

23 janeiro 2008

No verão de 1985 um turista resolveu acampar num recife de pedra que fica em frente a São Sete, foi até lá no intuito de passar o fim de semana naquelas pedras, pescando garoupas. O cara pegou seu barquinho, colocou a barraca, o equipamento de pesca, um isopor cheio de cervejas e todo o necessário pra desfrutar de bons momentos de “isolamento”, junto aos lobos marinhos que freqüentam o local. Saiu ao entardecer e em menos de 15 minutos estava entre as rochas montando sua tenda com um sorriso nos lábios e muita paz no coração. Durante a noite o vento virou para sul. No meio da madrugada o sujeito acordou para dar uma olhada nas linhas e notou que o mar começava a passar por cima das pedras da margem e que os lobos haviam sumido. Concluiu que era hora da maré alta e que os bichos tinham saído pra se alimentar. Voltou pra cama. Ao amanhecer acordou dentro de uma máquina de lavar. Foi varrido por uma onda e não sabe até hoje como conseguiu sair de dentro da barraca. Homero, Lambari e mais alguns locais, conferiam o tão esperado swell de sul na beira da praia em São Sete, quando avistaram um náufrago agarrado num pedaço de madeira bem próximo a arrebentação, onde picos com aproximadamente 12 pés quebravam perfeitos sobre a laje. Um dos caras exclamou; MAS O QUE É QUE AQUELE MALUCO TA FAZENDO LÁ!!!! Homero pegou sua gun e junto com um dos nativos, remou trinta minutos mar a dentro para buscar o cara que já começava a ser sugado novamente para a zona de impacto. O resgate foi recompensado pela descoberta do pico. Aquela onda era considerada impossível até então, e ninguém dava muita bola para ela, pois da praia não parecia surfável. Depois daquele dia o local passou a ser conhecido por “Laje do Maluco” e freqüentado pela turma que gosta de pegar pesado no surf.

10 dezembro 2007

CABO NEGRO - O Livro Wavetoon - os lugares, as histórias, os protagonistas.

Vista da direita mágica entrando em Cabo Negro.

Lugar mítico para a galera de Wavetoon. Foi descoberto e surfado pela primeira vez no fim dos anos 60 por um cara chamado Otto. Depois de uma experiência transcendente lá vivida por Frank que durou cinco anos, o Cabo virou um local de peregrinação para os surfistas daqui. Muitos foram para lá passar longos períodos em busca de iluminação, poucos realmente conseguiram... Lugar inóspito, desértico, freqüentado por ventos e tempestades, Cabo Negro é, além de um cemitério de navios, um surf spot com ondas de qualidade internacional. Existe por lá uma direita quilométrica, que pode proporcionar estados alterados de consciência se surfada por longos períodos. Fica 500 km ao sul de Wavetoon e é ainda hoje, um local de difícil acesso que proporciona grandes aventuras.

08 dezembro 2007

PRAIA GRANDE - O Livro Wavetoon - os lugares, as histórias, os protagonistas.

Domingão na Praia Grande.

Como em qualquer cidade litorânea, a praia urbana é sempre a mais freqüentada pela população. A Praia Grande aqui em Wavetoon não é uma exceção. A Avenida Beira-Mar, o calçadão, o paredão de edifícios misturando residências e comércio mantém o lugar vivo 24 horas. O Píer, é o local mais procurado pelos surfistas devido à excelente formação das ondas junto aos pilares, perpetuando a eterna guerrilha entre eles e os pescadores. Ponto de encontro dos Grumetes e da garotada em geral, é lá que acontece o fim de tarde principalmente no verão. Junto ao píer, estão o bar Reggae & Marley, a sorveteria Cool, a Surf Shop do Homero e o Sushibar do Talokopirô, entre outros tradicionais locais de encontro da galera. Ao norte ficam os molhes Giuseppe Macarroni onde rolam altas ondas com o mar de leste. No canto sul, que é a baía mais protegida de Wavetoon, está o Iate Club.

06 dezembro 2007

A BAÍA DO CAVENDISH - O Livro Wavetoon - os lugares, as histórias, os protagonistas.

Picos perfeitos entrando na Pedra do Pirata.

Nesta baía, no ano de 1610, foi morto por seus homens o Capitão Cavendish, temível pirata inglês que horrorizava as populações costeiras e os navios que por aqui passavam.Por ser de extrema beleza e de difícil acesso, esta praia abriga uma comunidade de nudistas ou naturistas. Todos que vão lá pela primeira vez, contagiados pelo clima, digamos, “informal” da comunidade, tentam surfar pelados. Isto, quase sempre acaba em tragédia para estes desavisados, porque, pêlos, parafina, pele branca e areia definitivamente não combinam. A Pedra do Pirata é a referência do pico, e junto à ela quebram ondas de até um metro e meio que são pura diversão. Nos dias de flat, o lugar se torna um verdadeiro coringa por ter sempre uma valinha. O clássico, é swell de leste/nordeste e vento sul ou sudoeste.

03 dezembro 2007

EL FARO - O Livro Wavetoon - os lugares, as histórias, os protagonistas.


El Faro é um point break onde quebram direitas perfeitas em uma grande baía na saída de um rio. O local fica ideal com ondulações de até dois metros e meio de leste, sempre com um canal funcionando, a partir daí começa a fechar. É lá que fica o farol de Wavetoon que guia os navegantes para a entrada do porto da cidade e a famosa “Cantina El Faro” do folclórico Don Vito Casca Grossa. Lugar não menos folclórico que seu dono, a cantina é ponto de encontro e confraternização da galera sempre que as direitas estão quebrando. Este point break faz parte da história do surf em Wavetoon. Foi lá que a cultura surf se consolidou na nossa ilha durante os anos 50 e 60.
Quase tudo que era moderno na época vinha desta linda ponta de areia e rocha ao norte do centro da cidade. El Faro era o padrão de onda ideal para os equipamentos daquela época, normalmente não era grande, mas era lisa, longa e muito consistente, sendo assim era o teste perfeito para novos designs e manobras. Enquanto isso, um novo estilo de vida estava sendo inventado na praia, e era lá que a cena em Wavetoon acontecia. Lendas como Tuco, Don Vito, Lobo e os pioneiros, descobriram e habitavam esta onda, que foi surfada pela primeira vez em 1959 por Tuco, Lobo e Vito. Eles acharam que tinham encontrado a onda ideal. Após o surgimento revolucionário das pranchas pequenas nos anos 70, El Faro começou a parecer fora de moda, e os caras começaram a buscar ondas mais radicais.
O retorno dos longboard’s nos anos 80 e 90, fez com que o lugar voltasse a ser cultuado e se transformasse novamente num ponto de referência para os surfistas.El Faro continua lá ainda hoje, quase 50 anos após o seu auge. As ondas continuam chegando. E mesmo que surfá-las não seja mais transpor um grande desafio, ele ainda faz um monte de caras felizes.

30 novembro 2007

ESPECTRO POINT - O Livro Wavetoon - os lugares, as histórias, os protagonistas.


Lugar lindo, imponderável, repleto de mistérios, Espectro Point é uma pequena baía ao sul de Wavetoon. Lá, junto ao canto com enormes pedras arredondadas, quebram direitas longas, perfeitas e tubulares. O melhor swell é o de sul e o nordeste é o terral perfeito. É longe do centro, e por isso, mesmo nos melhores dias, nunca tem muita gente na água. Espectro Point é um apelido. Foi dado pelos surfistas à Praia das Pombas, por existirem lá muitas lendas sobre aparições, principalmente em dias de tempestade, quando o lugar torna-se então, lúgubre e assustador. Foi lá, nos anos 40, que os pioneiros surfaram pela primeira vez em Wavetoon. Por esta razão, até hoje é um lugar cultuado pela galera do surf.

29 novembro 2007

A LAJE WAIITOMA - O Livro Wavetoon - os lugares, as histórias, os protagonistas.

Visual da chegada em Waiitoma ao amanhecer.

A laje Waiitoma é um point break na saída sul de Wavetoon. Como a entrada para a praia fica escondida por um mato bem denso, não é possível visualizá-la da estrada, e assim fica difícil perceber que existe alguma coisa ali além de mar aberto. Quando Waiitoma está funcionando, quebram direitas e esquerdas perfeitas, com várias seções que permitem um variado repertório de manobras, ou simplesmente deslizar até as pernas tremerem. O rochedo da beira da praia tem uma forma bem sugestiva de mão que dá o seu recado imediatamente aos que chegam lá pela primeira vez. Cuidado, a praia é freqüentada por umas figuras nada amistosas que se dizem locais, e que se auto-intitulam os Bigorna brother’s.

25 outubro 2007

Próximo a Tia Hupa.


Iki & Frank conferindo as direitas perfeitas de um "secret" em algum lugar próximo a Tiahupa. Dica, ao fundo dá pra ver a Ilha do Sino.

23 outubro 2007

Pipelino.

Kadu de backside no inside de Pipelino.

Hoje pela manhã rolou uma das ondas mais clássicas de Wavetoon. Na primeira baía de São Sete, existe uma laje conhecida por "Pipelino". Quando esta onda quebra, é dia de festa pois as condições são raras; um swell de leste enorme (tem que ser suficientemente grande para fazer a volta no canto leste de São Sete) beijado por um noroeste fraquinho...é de sonho. Quatro caras na água até o meio-dia.

13 setembro 2007

"Praia da Entrada" - Descobertas do Feriadão.

Mais uma das nossas descobertas na trilha para o Cabo Negro no último feriado. É mais um achado mágico no caminho até lá. Não existe estrada, tem ir contornando as dunas, meio no instinto meio na sorte. O Lambari, há alguns anos, descobriu e batizou o lugar como Praia da Entrada. Desta vez resolveu nos mostrar, com a condição de não divulgarmos a localização exata. Surf internacional, visual lisérgico...

12 setembro 2007

"Lugar Nenhum" - Descobertas do Feriadão.

Batizamos esta praia como "Lugar Nenhum".

Indo para o Cabo Negro neste último feriado, conferimos vários "secrets" pelo caminho. Este é um deles. Beach break no meio do nada, ninguém na água, ninguém na terra. Os únicos sons por lá são dos pássaros, do vento e das ondas. É... ainda existem lugares assim por aqui.

14 agosto 2007

A Laje do Portal

A Raica me enviou ontem esta foto impressionante a qual passo para vocês em primeira mão. Descoberta há alguns dias pelo Lambari enquanto pescava nas proximidades, e batizada ontem por ela do helicóptero da Gazeta, a Laje do Portal fica bem longe da costa de Wavetoon. Talvez uns 20 km segundo o Lambari. Ontem foram até lá para fazer um reconhecimento e tentar uma sessão, como dá para ver o lugar é incrível. Segundo eles não necessita um swell muito grande, qualquer ondulação que passe sobre a laje, quebra perfeita e, se o vento coperar, fica clássico. Vamos aguardar novas imagens pra conferir mais de perto.

19 julho 2007

A cantina El Faro


Quando em 1959 descobriram El Faro, Vito e Lobo tiveram uma grande sacada. Depois de ficarem sabendo que o faroleiro estava se demitindo, pois não agüentava mais a solidão do lugar, e que a Marinha não possuía ninguém para o cargo, Vito ofereceu-se como candidato. Sua única condição era poder explorar o térreo da casa como um restaurante. O pessoal da Marinha achou que ele não batia bem. Na época ninguém ia até o Farol, nem estrada havia. Assim, nem pensaram em discordar daquela absurda exigência do castelhano. Vito e Lobo vislumbraram o futuro. Sabiam que aquela onda mágica iria atrair muita gente para o local. Foi só uma questão de tempo para a Cantina El Faro tornar-se um “pequeno grande negócio”. Há mais de quatro décadas, o hoje conhecido como “Don Vito Casca Grossa”, alimenta gerações de surfistas em Wavetoon. A cantina, é ponto de encontro e confraternização da galera sempre que as direitas estão quebrando. O cardápio é de sonho. Depois de seções épicas, comer os ravioles, lasanhas e espaguetes, ainda preparados pelo gringo e sua esposa Vitória, é como saborear um manjar dos deuses! Vai lá!