12 janeiro 2009
07 janeiro 2009
El Faro.
El Faro é um point break onde quebram direitas perfeitas em uma grande baía na saída de um rio. O local fica ideal com ondulações de até dois metros e meio de leste, sempre com um canal funcionando, a partir daí começa a fechar. É lá que fica o farol de Wavetoon que guia os navegantes para a entrada do porto da cidade e a famosa “Cantina El Faro” do folclórico Don Vito Casca Grossa. Lugar não menos folclórico que seu dono, a cantina é ponto de encontro e confraternização da galera sempre que as direitas estão quebrando. Este point break faz parte da história do surf em Wavetoon. Foi lá que a cultura surf se consolidou na nossa ilha durante os anos 50 e 60. Quase tudo que era moderno na época vinha desta linda ponta de areia e rocha ao norte do centro da cidade. El Faro era o padrão de onda ideal para os equipamentos daquela época, normalmente não era grande, mas era lisa, longa e muito consistente, sendo assim era o teste perfeito para novos designs e manobras. Enquanto isso, um novo estilo de vida estava sendo inventado na praia, e era lá que a cena em Wavetoon acontecia. Lendas como Tuco, Don Vito, Lobo e os pioneiros, descobriram e habitavam esta onda, que foi surfada pela primeira vez em 1959 por Tuco, Lobo e Vito. Eles acharam que tinham encontrado a onda ideal. Após o surgimento revolucionário das pranchas pequenas nos anos 70, El Faro começou a parecer fora de moda, e os caras começaram a buscar ondas mais radicais. O retorno dos longboard’s nos anos 80 e 90, fez com que o lugar voltasse a ser cultuado e se transformasse novamente num ponto de referência para os surfistas.El Faro continua lá ainda hoje, quase 50 anos após o seu auge. As ondas continuam chegando. E mesmo que surfá-las não seja mais transpor um grande desafio, ele ainda faz um monte de caras felizes.
05 janeiro 2009
25 dezembro 2008
Iki Campeão do Billabong Colegial
22 dezembro 2008
Deu na Revista Surf Portugal
O Mundo de WavetoonTodas as comunidades precisam dos seus mitos, narrativas simbólicas que dão um sentido à existência de quem delas faz parte. Quanto mais simples, elementares e partilháveis por todos, mais eficazes são os mitos, ao mesmo tempo que mais resistente se torna a comunidade. Fernando Pessoa, aliás, resumiu bem a importância do mito numa frase bem conhecida da Mensagem: “o mito é o nada que é tudo”. O surf não é excepção. Tem os seus mitos, por todos partilhados, independentemente da idade, do tempo de surf, do sítio onde surfam e, não menos relevante, da origem social. Se existe uma comunidade de surfistas é porque há algo que nos une para além da experiência tangível de deslizar nas ondas. E o que nos une é aparentemente uma mão-cheia de nadas, que, para nós, é, no entanto, de facto, tudo.Experimentem explicar a um não-surfista o mundo para o qual somos projectados quando pensamos em pranchas em cima dos carros e na descoberta de um point-break perfeito com ondas que quebram alinhadas, sopradas por um vento ligeiro, sem ninguém dentro de água. Para nós isto é tudo. Uma realidade com um sentido imediato e que, além do mais, é apreensível por todos. Para um não-surfista, estou certo, é um nada.Lembrei-me disto da primeira vez que conheci Wavetoon. Wavetoon que foi, primeiro, um site na net, para depois se tornar num livro de BD, à imagem das pequenas “histórias de quadradinhos” que inundaram as nossas infâncias. Curiosamente, tal como muitas dessas histórias, também Wavetoon nos chega do Brasil. Mas Wavetoon é acima de tudo um lugar onde se condensam todos os mitos do surf. Wavetoon é um pedaço de terra com todas as ondas possíveis: beach-breaks, reefs, point-breaks, outer-reefs. As imagens que nos chegam mostram-nas sempre a quebrar perfeitas – “a natureza foi generosa conosco e nos deu uma costa repleta de picos alucinantes”. Acima de tudo, Wavetoon remete-nos para todos os mitos fundadores do surf e para as suas imagens mais fortes. Nas histórias que são contadas encontram-se todos os elementos da nossa mitologia: “a estrada de terra pouco explorada e a praia deserta simbolizando nossa gana por caminhos inéditos e desconhecidos, o carro que nos faz nómadas modernos, a prancha, nosso veículo para a transcendência, as ondas, nosso objectivo final, nosso mestre, (e os amigos), representando (...) a cumplicidade que resulta desses momentos”.A história de Wavetoon é a história do surf simplificada e com lugar geográfico indeterminado. Dos primórdios em que o surf era um rito, passando pela descoberta de novas ondas e o desafiar de novas fronteiras, pela revolução que ocorreu na praia na passagem dos anos sessenta para os setenta, até às ondas crowdeadas dos nossos dias, está lá tudo. Como estão também as histórias mitificadas, repletas de personagem do assombro, os tubarões e os piratas (“diz a lenda que a primeira prancha de surf que apareceu em Wavetoon, foi uma Alaia trazida por um pirata. É incrível, mas foi isso mesmo que aconteceu. Por volta de 1600”); os pioneiros, lendas do passado que primeiro desafiaram mares gigantes e também os verões perfeitos, que nos acompanham toda a vida. E, claro, os temas dominantes da nossa experiência: as viagens, o corpo exaurido depois de um longo dia de surf com os amigos e a elegância feminina no surf, mas, também, nas praias.Wavetoon é-nos revelada em tiras de BD de traços infantis. Mas o que poderia afastar um adulto daquele imaginário tem o efeito contrário. Serve para revelar a simplicidade dos nossos mitos, ao mesmo tempo que os torna claros e compreensíveis por todos. O meu filho tem gostado do livro, talvez de um modo diferente de mim, mas essa talvez seja a prova acabada da força do que nos une enquanto comunidade. Uma coisa é certo, como se lê neste primeiro livro, “pouca gente conhece Wavetoon, mas posso garantir que é um lugar de sonho!". Um pouco como o surf, um mundo cheio de “nadas” que são, para nós, “tudo”.
Por Pedro Adão e Silva
publicado na coluna "Sal na Terra" da revista SurfPortugal.
colado do blog ONDAS.
19 dezembro 2008
Lobo - Legends
Lobo na direita de Quebra-ossos. Lobo foi um dos pioneiros. Foi ele o primeiro cara a surfar em Wavetoon, no dia em que, junto com seus amigos, encontrou uma alaia com mais de trezentos anos numa gruta da Praia das Pombas (Espectro Point). Nativo da ilha, aventureiro, figura carismática, Lobo sempre foi um grande fazedor de amigos e por isso o principal difusor do surf por aqui. Influenciou dezenas de garotos a se converterem ao surf e transformou-se numa espécie de ídolo da contra-cultura local. Logo se interessou pela construção de pranchas, e montou uma oficina. Com a chegada de U’Paka Halolo no fim dos anos 50, trazendo novidades do Hawaii, Lobo aprendeu novas técnicas e passou a viver do surf. Também nisso foi o primeiro. Com a evolução das suas pranchas e a companhia do recém chegado e experiente U’Paka, Lobo passou a explorar ondas maiores e mais difíceis. Num fim de tarde de inverno em 1966, com um enorme swell de sul, ele e seu amigo Tuco, resolveram ir até a Laje de Mustangs na remada. Queriam surfar as séries enormes e perfeitas que avistaram do morro de Quebra-ossos. No meio do caminho, ficaram encurralados entre séries gigantes e, vendo que seria impossível chegar lá, resolveram voltar. Segundo Tuco, Lobo remou na primeira da série, uma enorme vaga de 20 pés. Depois disso nunca mais foi visto.
16 dezembro 2008
10 dezembro 2008
A Praia dos Amores
a pequena baía ao amanhecerDepois do canto norte da Praia Grande, existe uma pequena baía ainda praticamente virgem, que levou muitos habitantes de Wavetoon, a perderam lá a sua virgindade. Eu explico. Dizem os especialistas, que o solo da Praia dos Amores libera um gás afrodisíaco, pela tardinha e ao amanhecer. Quem estiver por lá nesses horários, com certeza ficará embriagado pelo lugar, pelas ondas e pelas pessoas que estiverem ao seu lado. Por isso, sempre vou sozinho ou com alguma amiga e não recomendo ir nesse horário numa barca com a galera. O pessoal vai começar a se estranhar. Talvez tenha sido estes fenômenos que levaram o maluco do Frank, único morador do lugar, a se aprofundar na ciência espiritual e mística do Tantra. Ta certo ele. Mas além de tudo isso, e de toda a sua beleza, lá rola um surf de muita qualidade. Se vocês olharem para o meio da baía, vão ver uma direita tubular de sonho. Vem solitária, lá de trás do canto esquerdo, até sua última seção, que passa pelo rochedo em forma de cone no meio da praia. Vale conferir e bem acompanhado!
08 dezembro 2008
Segunda-feira maneira.
O incrível visual de La Barra - a esquerda o canto de Tulipas e a direita a Ponta das Tretas“A natureza e todas as suas forças são muito mais poderosas do que nós. Mas podemos coexistir com elas física e mentalmente, e quando fazemos isso, experimentamos o sentimento de simplesmente ser, assim como a natureza simplesmente existe, e então expressamos o que e quem realmente somos. Depois de experimentá-lo, este sentimento nunca mais nos deixará. Ficará conosco para sempre e se tornará enorme quando estivermos envolvidos com uma bela e poderosa energia natural. Este é o motivo pelo qual nos viciamos no surf. Porque nunca paramos, e porque continuamos a viajar para terras distantes e oceanos desconhecidos, para experimentar o mesmo e familiar sentimento de simplesmente ser.”
John Rinek (surfista e fotógrafo)
02 dezembro 2008
Outras Ondas.
"D'orey é um homem da renascença. Se interessa por tudo. Surf, moda, política, arte, sobretudo música. Mesmo quando dropam apenas um assunto, os seus textos espelham essa diversidade de interesse e de referências culturais" (Arthur Dapleve, jornal O Globo)
"Fred D'orey faz a sua parte se colocando, provocando e fazendo refletir, revelando em seus textos curiosos, a forma original como enxerga os mundos, sempre com boa dose de coragem e um indisfarçável prazer em "épater les bourgeois". Fred, na contramão do crowd, diz o que quer, sem medo de ouvir o que não quer." (Paulo Lima revista Trip)
Estou louco para ler! Vamos torcer por um lançamento aqui na ilha de Wavetoon!
Aloha Fred! Vida longa ao Outras Ondas!
Vai lá! É no próximo dia 04, quinta-feira, às 20h, na Livraria Argumento- Leblon - Rio de janeiro.
01 dezembro 2008
Segunda-feira maneira.
26 novembro 2008
Calamidade em Santa Catarina.
Santa Catarina passa por um momento difícil devido à chuva forte que atinge o estado. Muitas pessoas perderam tudo, milhares estão desabrigados, e é urgente a necessidade do envio de alimentos não perecíveis, roupas, cobertores e colchões para os postos de atendimentos e coletas montados na maioria das cidades. E esse é a hora que podemos nos unir ainda mais para amenizar o sofrimento das famílias desamparadas pela chuva. A Fecasurf ciente de seu compromisso social pede a ajuda de todas as Associações de Surfe do estado, atletas, staff, parceiros, colaboradores, simpatizantes, para se engajarem nessa onda solidária, fazendo as doações de mantimentos aos desabrigados da chuva que atinge o estado. Surf é saúde, esporte é vida, e consciência é estar conectado com a natureza, é viver a coletividade e a solidariedade. COMUNICAÇÃO FECASURF – Norton Evaldt - 48-9907-3415 - norton@fecasurf.com.br
24 novembro 2008
Lendas do Surf Brasileiro.
Para a nossa grande honra, Jonas Dulong filho de Wavetoon, acaba de passar para a galeria dos Legends Brasileiros. Da segunda geração dos pioneiros de Wavetoon, Jonas foi um cara que marcou época no Pier da Praia Grande nos anos 60/70 e trouxe para Wavetoon a "escola do envolvimento" de Bob Mac Tavish.Esta la, ao lado de grandes nomes do surf brasileiro como Pepê, Bocão, Heinrich, Tito Rosemberg, Otávio Pacheco, Paulo Sefton e Rico, entre outros muitos.
Vale a pena conferir o LENDAS DO SURF do também "legend" Marcelo Kaneca.
Aloha!!!
Segunda-feira maneira.
"Pare um pouco para refletir sobre todos os grandes momentos que o oceano tem lhe propiciado. Sim...eu sei. Há muitos. Agora tente imaginar sua vida sem esses momentos... Eu não consigo...porque estes momentos são alguns dos maiores tesouros da minha vida (sem contar minha família). Agora pense em como você está retribuindo esta dádiva para o oceano. Basicamente o que eu estou tentando dizer é...cuide do oceano, que ele cuidará de você."
Rob Machado (surfista, músico)
21 novembro 2008
Fim das ondas em La Paloma?
Um grupo de empresas multinacionais esta anunciando a construção de um porto de águas profundas na cidade uruguaia de La Paloma. A praia de La Aguada será destruída e parte da zona balneária compreendida entre La Paloma e La Pedrera. Ainda não existem estudos dos impactos ambientais definitivos, mas é certo que além de acabar com as ondas de La Aguada outros picos de surf certamente sofrerão algum comprometimento seja ambiental ou de ondas. Os picos de Zanja Honda, Anaconda, Los Botes, Barco, Corumbá , Gavilan, Desplayado e outros podem ficar comprometidos. La Paloma fica distante 150 km do Chui, fronteira do Brasil. Um paraíso das ondas intocado em bons beach breaks e point breaks. La Paloma faz parte do Departamento de Rocha que apresenta grandes extensões de praias, lagoas, serras, planícies, áreas de natureza protegida, livres de contaminação humana. Um porto de águas profundas na região implica no trânsito de grandes navios de carga, instalações de gruas, praias de contenção, muitos hectares destinados ao tráfigo de caminhões com mais de 50.000 kg de carga nas estradas. Existe ainda uma planta gaseificadora e um gasoduto, o que significa um impacto ambiental imenso , suscetível a acidentes ou crimes ecológicos. A região possui ainda uma zona turística imensa, muito devido as boas ondas da região, que cresce ano a ano,com a criação do Porto estará também comprometida. Os surfistas uruguaios em todo o pais, já se articulam em oposição a obra. Os surfistas brasileiros e wavetoonenses que conhecem a costa do Uruguai sabem da beleza da região e de suas ondas devem aderir ao movimento pois os aspectos financeiros não podem ficar a frente dos danos ao meio ambiente. O Brasil e Wavetoon devem se juntar a esta luta ao lado dos irmãos do Uruguay, e preservar uma das regiões mais belas e conservadas da América do Sul. As fotos que seguem, mostram todo o potencial da região. O que vamos dizer aos nossos filhos , que deixamos acabar com La Paloma, não deixe isto acontecer.La Paloma esta ameaçada. ASSINE O PROTESTO.Por / Mauro Escobar.
17 novembro 2008
12 novembro 2008
Mustang's
No meio da segunda guerra, um caça norte-americano modelo P-51 Mustang, teve problemas no motor quando sobrevoava Wavetoon. O piloto conseguiu corrigir o avião e foi planando sobre o oceano para o que seria um pouso perfeito sobre a água. Quando tocou a superfície do mar o avião explodiu. Poucos centímetros abaixo da linha da água havia um recife, que depois desse dia passou a ser chamado de Mustang. Lugar perigoso, cercado de correntes e habitado por tubarões, o recife de Mustang tem uma longa história de tragédias. Desde o século 17 embarcações tem sido vítimas desta laje traiçoeira e dizem que nas proximidades do recife, existe um verdadeiro cemitério de navios, pessoas e tesouros. Lobo e Tuco, foram os primeiros caras que tentaram chegar lá remando. Queriam surfar os picos enormes e perfeitos que quebram sobre ele, quando o swell está de sul. Lobo acabou pagando pela aventura com a própria vida. Nos anos oitenta, Lambari ainda garoto, freqüentava o lugar sozinho e começou a passar por mentiroso quando contava o que tinha ido fazer em Mustang’s. Depois, calou-se e passou anos sem tocar no assunto. Continuou freqüentando o local e desfrutando daquilo tudo só. Um dia, foi descoberto por um amigo do seu pai que sobrevoava o local e reconheceu seu bote. O cara era repórter da Gazeta de Wavetoon e impressionado com o que viu, fez uma matéria sobre o garoto e o lugar. Depois disso, Lambari passou a ser respeitado e o lugar tornou-se um dos mais cobiçados locais de surf em Wavetoon. Quebra com swell de sul e qualquer vento do quadrante norte, mas fica de sonho quando tem só uma brisa

10 novembro 2008
27 outubro 2008
22 outubro 2008
20 outubro 2008
Segunda-feira maneira.
17 outubro 2008
VISUAL PETITION - Minds in the water.
Você já encontrou um destes dentro da água? Acho que sim. Quase todo mundo que pega onda já teve contato com estes seres e muitos de nós já compartilharam até ondas com eles. Quem fez contato, sentiu a vibe! Pois então, vai lá no site Visual Petition e participa deste movimento mundial para acabar com o massacre destes seres fantásticos.A Visual Petition é uma iniciativa global de toda a comunidade do surf para acabar com o absurda crueldade cometida contra baleias, golfinhos e focas. Eles estão sendo brutalmente exterminados, pela estúpida voracidade comercial de alguns seres humanos, que envergonham-nos de pertencer a mesma espécie. Entra no site e assiste ao vídeo feito no Japão, depois participa da petição visual.
É importante!
É triste...
Para saber mais entre em http://www.visualpetition.com/
15 outubro 2008
13 outubro 2008
08 outubro 2008
06 outubro 2008
01 outubro 2008
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Marianinha
